Luis Alberto de Cuenca – Abre todas as Portas

Abre todas as portas, a que conduz ao ouro,
a que leva ao poder, a que esconde o mistério
do amor; a que oculta o segredo insondável
da felicidade, a que a vida te oferta
para sempre no gozo de uma visão sublime.
Abre todas as portas, sem te mostrares curioso,
nem dar importância às manchas de sangue
que salpicam as paredes das salas
proibidas, nem às jóias que revestem os tetos,
nem aos lábios que na sombra buscam os teus,
nem à palavra sagrada que intimida dos umbrais.
Desesperadamente, civilizadamente,
contendo o riso, secando as lágrimas,
nas bordas do mundo, no final da jornada,
não hesites, meu irmão: abre todas as portas.
Embora nada haja dentro.

Trad.: Nelson Santander

Luis Alberto de Cuenca – Abre todas las puertas

Abre todas las puertas: la que conduce al oro,
la que lleva al poder, la que esconde el misterio
del amor; la que oculta el secreto insondable
de la felicidad, la que te da la vida
para siempre en el gozo de una visión sublime.
Abre todas las puertas sin mostrarte curioso
ni prestar importancia a las manchas de sangre
que salpican los muros de las habitaciones
prohibidas, ni a las joyas que revisten los techos,
ni a los labios que buscan los tuyos en la sombra,
ni a la palabra santa que acecha en los umbrales.
Desesperadamente, civilizadamente,
conteniendo la risa, secándote las lágrimas,
en el borde del mundo, al final del camino,
oyendo cómo cantan los ruiseñores,
no lo dudes, hermano: abre todas las puertas.
Aunque nada haya dentro.

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